quinta-feira, novembro 23, 2006

Chapter Three - The tunnel to Mineus

Nota do DM : O jogador do Yul decidiu não continuar a jogar por causa... da falta de continuidade... O rakasta tornou-se um NPC.
Na primeira sessão deste capítulo os jogadores do Fistandatilos e Kannadis não compareceram, jogando assim Pandora, Seldaek, Yul e Thorgilfik (ambos agora NPC's )

Após um merecido descanso e a respectiva cura, o grupo desceu dos seus aposentos no andar superior do Bastão do Viajante e viram Kalador a falar com um grupo de 3 humanos, todos pareciam tristes e escutavam o mago cabisbaixos. Depois do grupo se sentar numa mesa, Kalador abandonou os 3 humanos e aproximou-se deles com notícias.

Ele tinha descoberto que os estranhos símbolos nas paredes do último túnel que tinham descoberto pertenciam não ao sistema de esgoto mas ao sistema de fornecimento de água da antiga cidade de Mineus. Se ele estivesse correcto este novo túnel iria levá-los directamente ao centro da cidade de Mineus.

Ele necessitava de estudar os símbolos no local (os desenhos que lhes tinham trazido eram inconsistentes em alguns pontos) e ele pediu ajuda aos dois casters arcanos do grupo para acelerar o processo (Fis e Kannadis ficaram com ele...), os outros 4 membros investigariam o novo túnel, descobririam se ele os levava aos centro da cidade e regressariam para relatar, sem tomar riscos extremos! O grupo aceitou.

À medida que avançavam no túnel, os seus dois companheiros ficaram com o mágico. O túnel era húmido, com água a pingar do tecto e a escorrer das paredes. Passado um pouco a queda de água parou mas o túnel permaneceu húmido.

Encontraram uma queda de rochas (causada pelos sismos segundo Thorgilfik) com um estreito acesso ao exterior, para cima. Ao subir as rochas e espreitar através do estreito buraco viram árvores e depreenderam que estariam algures sob a floresta de Mineus. Após uma procura nas rochas descobriram um pequeno saco de viagem de couro com um conjunto de roupas leves de viagem (bastante usadas) e um pequeno livro escrito numa bizarra língua desconhecida com alguns desenhos que pareciam mapas.

Seguiram e encontraram outra queda de rochas com um acesso ainda mais estreito para o exterior mas o cheiro indicou que estariam debaixo do pântano que se estava a formar... Seguiram através do túnel.

Encontraram então uma cisterna de água natural, com estalagmites e uma nascente seca. Ao atravessar a cisterna uns babuínos de aspecto insano carregaram sobre eles. A luta foi rápida e não muito perigosa para eles pois despacharam os babuínos com ferimentos ligeiros.
Os babuínos pareciam tresloucados, com marcas de lutas entre eles (dois atacaram-se mutuamente durante a luta com o grupo).

Seguindo em frente encontraram outra cisterna mas esta cheia de água.
Yul meteu-se na água, amarrado a uma corda. Ao chegar ao centro da cisterna parou no topo das nascente e gritou para os companheiros, acenando. Thorgilfik, surpreendentemente (!!!), viu a água a mexer perto do rakasta e gritou-lhe de volta. O swashbuckler, sem pensar duas vezes, nadou o mais rápido que conseguiu, com os companheiros a puxar a corda e sentiu algo a tocar-lhe na água. Ao alcançar o grupo todos viram um crocodilo a passar perto eles, com o rakasta ainda a gritar.
Após uma pequena armadilha conseguiram atrair o crocodilo para fora da água com um isco falso e combateram-no. Foi uma luta muito difícil (neste momento ainda são todos de nivel 1) e quase todo o grupo ficou seriamente ferido mas sobreviveram.
Conseguiram atravessar a cisterna nadando e já do outro lado decidiram andar um pouco mais e depois pararam para descansar, exaustos.

Ao continuarem, já descansados, foram atacados por dois escaravelho tigres (uma perigosa espécie de escaravelhos gigantes que habita a floresta) e prevaleceram mas não sem sérios ferimentos infligidos pelas poderosas mandíbulas dos escaravelhos a Thorgilfik, Pandora e Yul! Quase morreram todos.
Encontraram mais à frente, outra queda de rochas com um pequeno animal morto e meio comido no chão. Olhando para cima viram árvores e ouviram claramente água corrente.

Ao avançarem, chegaram a uma grande cisterna com uma ponte de metal. Ao atravessar, Yul fê-los parar e falou para a escuridão à sua frente, na sua lingua, ninguém do grupo o percebeu. Algo na escuridão respondeu na mesma lingua. Após uma breve conversa eles encontraram 3 rakastas, um pouco diferentes de Yul, eles tinham um pelo com manchas negras ao contrário do pelo liso de Yul e chamavam-se Pardastas. Yul disse ao grupo para o seguir.
Subiram umas escadas, atravessaram um túnel e entraram na floresta, densa, húmida e repleta de barulhos. Seguiram os pardastas através das ruínas de alguns edifícios, já cobertos pela vegetação, atravessaram a infernal selva, e já totalmente perdidos chegaram à aldeia dos pardastas, no cimo das árvores.

Foram levados a um pardasta que falava milenian (o comum da zona) que se apresentou como Zynn'tak, líder da aldeia. Com ele estava uma pardasta com o pelo totalmente negro que ele apresentou como sendo a sua irmã. Zynn'tak contou-lhes que estava a perder a esperança pois ele já tinha contactado os humanos mas ninguém viera (esta é uma outra história mas este pardasta foi o trigger para o primeiro grupo a entrar nesta campanha mas morreram todos entretanto...).

Ele apresentou os pardastas como os guardiães da floresta juntamente com Parwyn o elfo druida (era um dos trigger do grupo inicial). Zynn'tak relatou então uma assustadora história;

Uma grande torre de obsidiana surgiu no centro de Mineus e lança uma perigosa sombra sobre a região. Esta torre surgiu do nada da noite para o dia. Diversas criaturas são chamadas para esta torre, nomeadamente grandes números de goblinoídes de muitas tribos e bandidos humanos.
A torre é governada por uma criatura a quem os goblinoídes chamam Alma Negra em sussurros. Esta criatura detém grande conhecimento de magia e um grande poder sobre o fogo. Os goblinoídes usam um estranho, e difícil de apagar, fogo laranja.
Diversas criaturas são levadas para a torre para trabalhar algures debaixo dela, humanos das quintas, pardastas e muitas criaturas da savana, incluindo Parwyn o druida, seu amigo.

Contudo outra força está em movimento na floresta que eles deveriam proteger, e esta força fez o pântano surgir. Eles andam com togas negras, entram em túmulos sagrados e perturbam os mortos. Após entrarem num destes túmulos, algo correu mal lá dentro e os que lá tinham entrado não saíram e o pântano começou a surgir centrado nesse túmulo.

Estas duas forças combatem constantemente entre si e os pardastas não são capazes de os enfrentar com sucesso. Após tal quantidade de informação para ser digerida eles decidiram regressar a Dolmeus e procurar ajuda. Prometeram ajudar os pardastas e que regressariam...